
Horas dedicadas ao estudo de princípios tipográficos, teoria das cores, grids, relações entre formas e contrastes visuais influenciam as decisões estéticas do designer. Entretanto, as exigências enfrentadas pelo designer de comunicação visual de hoje são muito diferentes daquelas do artista comercial do passado.
À medida que evolui a profissão de design, um mercado global cada vez mais competitivo espera resultados palpáveis para seus dólares criativos. Os clientes querem ter certeza de que os designers compreendem seus problemas comerciais e que o trabalho remunerado trará retorno sobre o investimento.
Incorporar métodos de pesquisa no processo de design pode ajudar a satisfazer essa exigência, por uma série de razões. Em termos simples, esta abordagem redefine a relação designer/ cliente, e multiplica os dividendos criativos e financeiros para ambos.
O design baseado em pesquisa pode ajudar a definir um público, dar suporte a um conceito, defender uma estética, ou medir a eficácia de uma campanha. Em um campo dominado pela subjetividade, ferramentas como a pesquisa de mercado, dados etnográficos, análises da Web ou antecipações de tendências podem ser utilizadas para aumentar a remuneração do design, melhorar a comunicação com o público-alvo, criar mensagens mais eficientes, ou continuamente apoiar um desenvolvimento de projeto. A aplicação de metodologias tradicionais de pesquisa ao processo do design gráfico também posiciona o designer como consultor. Armado dessas provas auxiliares, o artista comercial (tradicionalmente visto como fornecedor) torna-se consultor estratégico (agora visto como associado comercial). Enquanto designers que baseiam sua remuneração na criação de uma brochura, website ou relatório têm data certa para encerrar sua relação, aqueles que fornecem serviços estratégicos geralmente continuam a receber com base em retainer fees.
(Jenn + Ken Visocky O’Grady, A Designers Research Manual, p. 11)
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