quinta-feira, 25 de junho de 2009

UM LOGO DIZ MUITA COISA


Por Rogério Pedro
O termo logo é uma abreviação de logotipo. É um sinal visual da marca feito a partir de uma palavra composta. Logo, vem do grego lógos que significa palavra, uma narração ou pronunciamento, verbo, conceito, idéia. Logotipo refere-se à forma particular como o nome da marca é representado graficamente, pela escolha ou desenho de uma tipografia específica que se comunica visualmente e emocionalmente, identificando e distinguindo produtos e serviços.
Apesar da empresa, produto ou serviço ter como elemento central o seu nome, a marca, formada por um logotipo ou logotipo + símbolo, tem mais lembrança. Quantas vezes você não viu uma marca aplicada em uma fachada ou em um veículo e a reconheceu rapidamente, ou pensou já ter visto aquela imagem antes? A marca acima, flagrada em uma cidade do interior de São Paulo, nos dá o exemplo da força de uma imagem. Se não pararmos para ler o logotipo, não percebemos que se trata de "outra rede" de fast food.

Elementos visuais
Algumas empresas utilizam outros elementos visuais para representar graficamente suas marcas. O acrônimo da IBM é representado por um monograma (entrelaçamentos das letras iniciais de um nome), a "asa" da Nike por um símbolo। Ambos são representações visuais da marca, mas nenhum dos dois é um logotipo.








Redesign da marca
Uma grande vantagem das marcas é que podem sofrer atualizações ao longo do tempo adaptando-se ao novo posicionamento e as novas necessidades da marca, porém, estas mudanças devem ser graduais para não perder de vista as vantagens nele inerente. Segundo o livro "Design de identidade de marca", quando ocorre o redesign a equipe de criação deve enfrentar 3 perguntas: qual é o imperativo da empresa nesta mudança? Que elementos tem de ser mantidos para um brand equity? A mudança deve ser evolucionária ou revolucionária?













DESIGN BASEADO EM PESQUISA - Designers gráficos sempre aprenderam que forma, estrutura e estilo são ferramentas de comunicação indispensáveis.













Horas dedicadas ao estudo de princípios tipográficos, teoria das cores, grids, relações entre formas e contrastes visuais influenciam as decisões estéticas do designer. Entretanto, as exigências enfrentadas pelo designer de comunicação visual de hoje são muito diferentes daquelas do artista comercial do passado.

À medida que evolui a profissão de design, um mercado global cada vez mais competitivo espera resultados palpáveis para seus dólares criativos. Os clientes querem ter certeza de que os designers compreendem seus problemas comerciais e que o trabalho remunerado trará retorno sobre o investimento.

Incorporar métodos de pesquisa no processo de design pode ajudar a satisfazer essa exigência, por uma série de razões. Em termos simples, esta abordagem redefine a relação designer/ cliente, e multiplica os dividendos criativos e financeiros para ambos.

O design baseado em pesquisa pode ajudar a definir um público, dar suporte a um conceito, defender uma estética, ou medir a eficácia de uma campanha. Em um campo dominado pela subjetividade, ferramentas como a pesquisa de mercado, dados etnográficos, análises da Web ou antecipações de tendências podem ser utilizadas para aumentar a remuneração do design, melhorar a comunicação com o público-alvo, criar mensagens mais eficientes, ou continuamente apoiar um desenvolvimento de projeto. A aplicação de metodologias tradicionais de pesquisa ao processo do design gráfico também posiciona o designer como consultor. Armado dessas provas auxiliares, o artista comercial (tradicionalmente visto como fornecedor) torna-se consultor estratégico (agora visto como associado comercial). Enquanto designers que baseiam sua remuneração na criação de uma brochura, website ou relatório têm data certa para encerrar sua relação, aqueles que fornecem serviços estratégicos geralmente continuam a receber com base em retainer fees.

(Jenn + Ken Visocky O’Grady, A Designers Research Manual, p. 11)